segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CIRIO DE NSA SRA DO Ó 2010




CAMINHOS DE FÉ
ENCONTROS DE LUZ


TRANSLAÇÃO DO CIRIO DE NOSSA SENHORA DO O - 11/12/2010

O INÍCIO DA TRANSLADAÇÃO
E A CHEGADA À CAPELA DO CHAPEU VIRADO

Imagens


Faço das imagens meu trabalho
procurando revelar cada momento da caminhada de fé
do povo mosqueirense, numa grande homenagem
à padroeira, Nsa.Sra do Ó.

Fachada da Igreja Matriz
de Nsa Sra do Ó
Porta principal da Matriz
Devotos participam da missa
antecedendo a transladalão.
Imagem da Santa
envolta em uma moldura de vidro.
Nsa Sra do Ó
Padroeira do povo
de mosqueiro.
Guardas da Santa
Os preparativos para a saída da Padroeira

O altar
Ao término da missa a imagem é retirada da moldura de vidro,
apresentada aos devotos e recepcionada sob palmas.
A caminhada da Santa
pelo interior da igreja até a saída.

Os devotos acompanham a Imagem até a saída.

O momento da chegada da imagem
no portão principal da Igreja Matriz
Bençãos e agradecimentos dos devotos.
Um dos guardas recebe a Imagem
que é colocada na Berlinda.
A imagem instalada na berlinda
para início da transladação.

Rosas, gladiolos e monsenhores
As belezas que fazem da noite
um momento de fé e de grande emoção.

Nsa Sra do Ó
A Imagem que os devotos
buscam a paz.

A padroeira
que ilumina os caminhos.

A Santa que enche os corações
e ilumina os caminhos de luz.

O início da caminhada

Fé, alegria, devoção e agradecimentos
todos os caminhos iluminados em Maria.

A presença de autoridades, religiosos
e grupos de jovens.



A fé não tem limite de idade.
A caminhada avança pelas ruas da Vila.

Na transladação não há a presença da corda
e a berlinda é puxada pelos guardas da Santa.


Adultos e crianças formam o grande cortejo


A presença dos guardas
mantém a ordem a organização
da caminhada.



Presença do Sr. Agente distrital, Ivan
e repórter da Rádio Praiana.

A vela ilumina a vida
e mantém viva a devoção.


Religiosa do Colégio Nsa Sra do Ó
presente no cortejo.



Devotos aguardam a passagem
da Santa
e prestam homenagem
com a presença da Imagem
em suas portas e janelas.


Homenagens de famílias
com presença da nova imagem de Nsa.Sra. do Ó.


Enquanto o povo passa
famílias aguardam a passagem
da Santa.





Coral homenageia a Santa


Famílias aguardam a passagem
da Santa.
Altares são montados em frente às residências
como símbolo de devoção.






Altar das imagens
(O antigo e o novo)
Não há mudança no poder de fé
do povo mosqueirense.






A caminhada avança pela 16 de novembro.



Coral formado por crianças
presta homenagem a Nsa Sra do Ó.



O povo peregrino
acompanha a homenagem
do Grupo de Mulheres da Praia Grande.



Famílias reunidas
prestam hemenagem
à Padroeira.


























Queima de fotos e homenagens
no campo do Independência.

Homenagem do Hotel Ilha Bela

A Capela
do
Sagrado Coração de Jesus
iluminada
e aguardando a santa em peregrinação.



Fiéis oram enquanto aguardam
a chegada da imagem

O altar da capela do Chapéu Virado
aguarda a chegada da imagem.

Cantores fazem os preparativos finais e
aguardam a chegada da imagem.


O povo aguarda a chegada da berlinda
e da imagem em frente à Capela.

Os preparativos iniciais

A chegada da Berlinda
e da Imagem da Padroeira
Nsa Sra do Ó à capela
do Chapéu Virado.


Na noite do dia 11/12/10, após a chegada
a imagem é retirada da Berlinda
por um dos "Gaurdas" e levada ao paróco
local.


Apresentação da imagem
um momento de emocionante
e de muita fé.









Uma imagem
Um homem
Um momento de fé
e agradecimento.









Após a chegada a imagem
é exposta no altar da capela
reunindo um grande número e fiéis
rendendo graças e agradecimentos.




Agradecimentos após a chegada da Imagem 11/12/10

Imagens:

JCSOliveira_Uema@hotmail.com

8217-5394













CIRIO DE NSA SRA DO Ó EM MOSQUEIRO


















































quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


CIRIO DA CONCEIÇÃO NO PARAISO



EM CONSTRUÇÃO

Imaculada N.S. da Conceição


A chegada ao Sítio Conceição tem um percurso aproximado de 2 Km.
É formado por extensa vegetação e localizado na atual Praia da Conceição,
nas terras da Baia do Sol.
Essas terras foram requeridas por
Leocádio José da Silva, que graças a sua grande devoção à Virgem Imaculada Conceição passou a chamar-se, posteriormente Sítio Conceição, anteriormente chamado Paraguai.

Um local isolado e cercado por extenso arvoredo, próximo a praia da Baia do Sol, mantido pelos herdeiros de Leocádio, há mais de 125 anos.
Uma festa religiosa em honra à Imaculada Conceição, que reúne a comunidade da Baía do Sol, visitantes e convidados.


Leocádio Silva, foi casado com Maria do Carmo Silva e tiveram sete filhos, os quais mantiveram a propriedade na família: Leocádio da Silva Júnior, Izabel da Silva, Florêncio José da Silva, Mariana Augusta da Silva, Rita do Espírito Santo Silva, Antônia Paes e Silva e Gabriel Arcanjo da Silva.

Após o percurso de ida e volta pelos caminhos arborizados do sítio
ocorre a benção da imagem e a distribuição de brinquedos
às crianças e enxovais as gestantes com mais de 03 meses.

Data: 08/12/2010
Imagens: JCSOliveira

Chegada dos romeiros e devotos da Santa, ao Sítio Conceição,
em frente a ilha da Pombas, na Baia do Sol.

JCSOliveira-Mosqueiro-08/12/10

Ao chegar ao sítio encontramos uma extensa plantação de açaizeiros.

JCSOliveira-Mosqueiro-08/12/10

Ao término da plantação de açaizeiros encontramos uma gruta
contendo em seu interior uma pequena imagem da Imaculada Conceição.

JCSOliveira-Mosqueiro-08/12/10


A Casa Grande, erguida em 1.864
Anexa a ela, está a ca capela da Santa.
JCSOliveira-Mosqueiro-08/12/10


Num comodo da casa
próximo a uma área avarandada
foi erguida a Capela da Santa.
No seu interior encontramos um altar com diversas imagens
e o nincho da Santa
que é retirada somente no dia da festividade
para as homenagens e retorno
após a peregrinação.



A licença foi concedida pelo Bispado de Belém
e a bênção foi dada pelo Padre Castilho, Vigário do Mosqueiro,
no dia 10 de janeiro de 1.855.
A Missa Centenário, foi celebrada por D Alberto Ramos
em 12.01.1985, em gratidão
ao fundador e sua família,
conforme placa afixada na parede do templo.


A Imagem em seu andor
JCSOliveira-Mosqueiro-08/12/10

Os preparativos para a Missa

Devotos cansados e exaustos com a longa caminhada
aguardam o padre para a realização da missa campal

JCSOliveira-Mosqueiro-08/12/10

JCSOliveira-Mosqueiro-08/12/10

A celebração da Missa













Um pouco da história do Sítio Conceição
No século XVIII, muitas pessoas requereram enormes áreas de terras em Mosqueiro, as léguas de "sesmarias" como era chamado o documento que doava as terras pertencentes à Província Imperial. Entre estes beneficiados estava o posseiro Padre Antônio Nunes da Silva a quem coube a doação das terras da Baía do Sol, em 06 de dezembro de 1746. Contando com a mão de obra de escravos africanos, seus herdeiros construíram sítios agrícolas como o Sítio Conceição, ainda preservado, e Sítio Santana cujas ruínas de sua casa grande encontra-se na propriedade do Hotel Paraíso. Na primeira metade do século XIX, o Pará vivenciou a revolta dos Cabanos, assim nomeada por fazer referência às habitações daqueles que formavam os maiores contingentes que integraram o movimento. Faziam parte do movimento camadas sociais desfavorecidas como caboclos, índios destribalizados e os negros libertos que moravam nas ilhas e regiões próximas a Belém, além de alguns fazendeiros e comerciantes inconformados com a política do presidente da província. No litoral de Mosqueiro, importante reduto Cabano, havia dois pontos artilhados; o da Vila, instalado nas barrancas da praia do Bispo, e o do Chapéu Virado, com artilharia montada nos penedos que ali existiam. Eram desses pontos que os Cabanos atingiam os navios que conduziam tropas, mantimentos, armas, munições e fardamento para o marechal Manuel Jorge Rodrigues na ilha de Tatuoca e para as tropas de Pernambuco que haviam aportado na ilha de Cotijuba. A resistência, instalada na ilha do Mosqueiro, enfrentou as forças legalistas, em 21 de janeiro de 1836, em plena praia do Chapéu Virado. Após horas de combate, vários mortos e feridos de ambos os lados e sem munição, os Cabanos saíram em retirada pelas matas e rios da região. Nas décadas seguintes à Cabanagem, Mosqueiro continuava com sítios agrícolas, concentrados em sua maioria no norte do Arquipélago, e um pequeno vilarejo ao sudoeste com suas casas localizadas, entre arvoredos, na beira da baía. Sua vinculação à Freguesia de Benfica na condição de Vila, fez com que este vilarejo viesse a dar origem ao bairro conhecido como Vila do Mosqueiro. Quando vice-presidente da Província do Pará, o Cônego Manoel José de Siqueira Mendes Sancionou a lei da Assembléia Provincial 563, de 10 de outubro de 1868, criando a Freguesia de Mosqueiro e extinguindo a de Joanes. Em seu artigo 1º lemos: "Fica criada na povoação de Mosqueiro uma freguesia sob a invocação de Nossa Senhora do Ó...". A igreja que havia na povoação e pertencia à Irmandade de Nossa Senhora do Ó foi indicada para matriz provisória e mandada avaliar para a devida indenização à irmandade, promovendo-se a sua conclusão pelo governo da Província, o mesmo ocorrendo com a obra do cemitério que ficava ao lado da capela e pertencia à mesma irmandade. D. Macedo era então o bispo do Pará e nessa qualidade designou em portaria de 02 de abril de 1869, para vigário da nova freguesia, o padre de cinqüenta e um anos, Manoel Antônio Rayol, que a aceitou e nela se radicou. O Século XIX chegava às suas últimas décadas, Mosqueiro deixaria de ser Freguesia e passaria para a condição de Vila de Belém em 06 d julho de 1895. A região começava a experimentar um novo ciclo econômico que traria grandes transformações. Para Mosqueiro estavam reservadas muitas surpresas.
Disponível em: http://www.istoeamazonia.com.br. Em 09/12/10